Todas as mudanças súbitas de humor/vontade e o desequilíbrio são culpa do meu mapa astral.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
"Mas que diabos esse ciúme. É tudo culpa sua. Meu choro, meu desespero, minhas agonias, atrapalhadas, ignorâncias, minhas arrogâncias, minhas ironias, meus medos, meu tom de voz bravo no meio de uma briga, meu jeito ogro, minha vontade de morrer e todas outras sensações que chega a partir meu peito. De todos os sentimentos que eu sinto, o ciúme é minha pior ruína. As vezes eu me deito, deixo entre meus braços o travesseiro, pensando que a dor vai passar. Mas que tolo eu por pensar assim. Quando olho teu retrato, a vontade é de quebrar, jogar fora, e ao mesmo tempo ir correndo pros teus braços, pedindo socorro, implorando pelo teu abraço. Que ironia minha, ir atraz da motivação do meu ciúme. O que eu posso fazer? É você que eu amo. Que eu quero rir daquela piada sem graça, ao passeio na praça no fim de semana. É o teu sorriso, que eu quero iluminando os meus dias. Foi você a escolhida, pra fazer parte da minha vida, pra aceitar o sim lá no altar. É com você, que eu quero desfrutar os meus primeiros e únicos filhos. Apezar das falhas, erros com frequências, preciso que me aceite com meus defeitos e qualidades. Eu não posso fazer absolutamente nada. Mas eu não me arrependo dos momentos bons ao teu lado. Eu ainda quero viver o resto dessa vida com você. Não deixe nenhuma pesamento ruim, detonar o que sente por mim. Não existe hipótise, que prove ao contrario. Sofrimento, um desfruto que você não permite que eu sinta. Quero que saiba, que o ciúme demostrado, não é drama, é uma forma do quanto eu preciso de você. Quando você encontra alguém especial, decide largar aquela vida de raparigueiro, o pegador, boa pinta das garotas da cidade, ser um homem honesto, pronto pra enfrentar o muro de dificuldades, e começa a sentir palpitações do medo, do tal ciúme, dói lá no fundo. Percebir que, aquele garoto cheio de garotas ao redor, não existia mais. Bastou você se apresentar, balançar minha vida, usar meu coração como teu, pra minha vida mudar. Quando você fala daquele amigo, que faz tempo que você não encontra, que pra mim, você é um objeto, até mesmo quando grita, reclamando do ciúme, fere da mesma forma. Entenda, eu não tenho culpa, nunca sentir tanto ciúme assim. Se eu fosse mudar algo, o principal era o ciúme. Queria mesmo matar, enterrar no quintal, esquecer que esse ciúme ja tentou me derrubar. Ou marcasse com uma flexa, onde a dor anuncia a sua chegada. Eu só queria saber, o porquê dele me atordoar tanto, viver como uma sombra. Desejaria não sentir o tal ciúme, mas quando a gente ama, impossível não conviver com ciúme, mas que ele fosse metade da metade, seria menos doloroso, sabe? Não precisa dizer nada, eu sei, é difícil de explicar, fácil de sentir, nada vai mudar com esse sentimento cruel. Só te peço que confie em mim. Com o tempo, vou aprender a lidar com tudo que arruína a minha volta, e faz com que eu desabe a paz ao nosso redor, por causa do ciúme. Quero estar com você, nessa e em outras vidas. Quero chorar de tanta felicidade no altar, por Deus realizar o grande sonho da minha vida, casando com você. Desculpa por todas as brigas, todas as vezes que te machuquei por causa do meu ciúme, é que eu tenho um medo filho da puta de te perder, não só pra outro, mas um que te ofereça um conforto melhor que o meu. Eu sei que as vezes parece ser bobo, mas dói queimando o peito, que chega a escorrer em meus olhos. Eu preciso da tua confiança, os planos que eu planejo, quero tornar eles reais. Nenhuma crise, vai me separar de você. Nada vai fazer com que acabe, esse sentimento tão leve, tão verdadeiro que você fez nascer em mim, mesmo o ciúme acabando comigo todas as vezes, que alguém tenta se aproximar de você. Quando alguém te envia mensagens, ou amigos se esbarram com você na cidade, eu me perco em lágrimas, surtando que fizeram você sorrir,que sentiram o calor do teu abraço, isso me deixa sem chão. Mesmo aumente a voz, magoando seu coração, agindo feito um louco, quero que fique, permaneça, levando a vida lado a lado comigo. A dor que o ciúme causa, não vai te afastar de mim. Maior que o ciúme, é o amor que eu sinto por você."
"Você é aquela minha parte que dá trabalho, mas que eu gosto de cuidar. Você é aquela parte que discorda em tudo que eu digo, que teima, e teima muito, mas que eu acho legal o fato de você achar que eu estou sempre errada, mesmo nem sempre você estando certo. Você é aquela parte que me faz gostar de domingos, porque quando estou com você eles não são tediosos. Você é a parte que me faz dançar e aproveitar o melhor da vida. Você é minha parte sincera, preguiçosa e bonita. A parte que me desprende dos vícios, e que dá motivo aos sorrisos. Você é minha parte que grita em silêncio. Você é a parte que eu me orgulho em ter."
"Se tem uma coisa sobre mim que eu nunca escondi é que tenho pavor a coisa mais ou menos. Sou intensa e transbordada. Eu, no alto dos meus 1.65, sem piadinhas, odeio relações mornas ou que me acomodam –gosto de ser incomodada, tirada do lugar, somada com um mundo de coisas que só um alguém disposto a entrar sem precisar mostrar um cheque de entrada ou uma garantia boa pode me oferecer. Antes de permitir a entrada de qualquer pessoa na minha vida, eu sempre me pergunto se há sentimento o suficiente para bancar uma relação de verdade (da minha parte e da parte de outro também). E não falo isso só para os relacionamentos amorosos, como também para todos os outros que a gente coleciona pelo caminho. Na minha vida, só permito a estadia de quem eu gosto muito, me importo muito, quero muito, vivo muito. Se a resposta dessa pergunta simples for um pouco parecida com “gosto o bastante” eu já não quero manter contato. O que me basta, não me transborda. E para mim, transbordada por tudo e todos, o que não me transborda não é de verdade. E se não for de verdade, me desculpa, eu não quero. Pode parecer coisa de menina mimada –e eu sou mesmo, não nego –mas não consigo me envolver com uma pessoa se não tiver a plena certeza de que essa pessoa se envolverá comigo também. Gosto de entender cada nuance, detalhe, coisas não ditas e entrelinhas não explicadas de cada pessoa que tenho em minha vida e, se a pessoa está comigo apenas porque não quer ficar sozinha, ela nunca vai me permitir que eu invada sua privacidade assim, até conhecer a bagunça da sua casa que ela não vai arrumar mesmo que eu vá visita-la, os monstros que ela esconde debaixo da cama ou dentro dela, os papéis avulsos de histórias sem sentido que perdeu a coerência no meio do caminho que a gente esconde no fundo da gaveta esperando uma outra chance de salvar ao menos um capítulo. Não, eu não sou oito e oitenta. Tão intensa que não posso estar em um ou em outro: sou tudo. Sou todos os números inteiros e fracionados; o nove, o dez, o onze, o setenta e oito, o setenta e nove vírgula nove nove nove nove nove. Quero tudo e não apenas uma aliança nos dedos e não alguém que eu até possa contar se estiver vestindo uma máscara, mas sim alguém que não tenha medo de chegar perto e ver todas as minhas feridas, cicatrizes, machucados e minhas neuroses muito bem disfarçadas com sorrisos e um vago brilho no olhar. Não gosto de meios termos, meias palavras, meias dores e meias entregas. Quando quero alguém pra minha vida deixo claro e legível bem na porta de entrada: se vier, por favor, venha pra ser todo meu. Algumas pessoas compram a ideia e depois me abandonam no caminho –não faz mal, eu prefiro a sinceridade de uma despedida do que uma presença ausente de quem só tem a obrigação de estar ali porque um dia prometeu que ficaria ali (feito enfeite de estante, sabem? Que só servem pra ocupar espaço e pegar poeira). Outras nem entram e essas também tem meu respeito. Na minha vida não tem espaço e eu não ofereço espaço pra quem não vai me oferecer nada em troca da estadia e da proteção que eu tento oferecer. E aqui não falo apenas de namoros, mas toda relação que faço na minha caminhada. Se não soma, some. Mas não me diminua, não me iguale, não me transforme numa equação sempre constante em linha reta que não vai me levar a lugar algum. Não quero ir ao céu ou ao inferno, mas não ligo de ir a ambos, se você aguentar me levar. Carrego meus pesos e os seus, prometo. Mas só venha se for pra ser todo meu.Ficar sozinha não é opção, mas se relacionar com os outros com toda certeza é. A gente escolhe o que vamos doar a quem estamos chamando pra nossa vida, o que podemos oferecer e que parte nossa aquela pessoa possuirá. A gente que escolhe se escancara as portas ou se apenas abre uma gretinha pra pessoa não trazer com ela o inverno que carrega e congele nossa alma das decepções que tenta suportar. Quem dá a temperatura da relação é a gente. E, veja bem, não tô dizendo que relações mornas são ruins; mas na minha vida quero quem tope as regras da minha vida ou que pelo menos tenha mais ou menos as regras parecidas (apesar de pontos de vistas tão gigantemente diferentes). É por isso que não te convido a entrar na minha casa se você não for se sentir confortável o bastante para abrir a geladeira e se servir quando bater a fome ou se esparramar no sofá sem pedir licença ou ficar com falsas vergonhas. E, por favor, a única coisa que eu tô pedindo é que não me chame pra sua vida se você não vai me dar a chance de viver intensamente e verdadeiramente você e tudo aquilo que você tem a me oferecer."
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